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03/10/2013

Lixo

Concordo com o Prefeito Alceu Barbosa Velho de que o lixo deva ser incinerado. Sempre tive essa ideia sobre o lixo, mas, claro, nesses últimos anos o pessoal do meio ambiente, aliás, os ambientalistas levantaram teses de que o resultado da queima de lixo traria grandes prejuízos à atmosfera, aquecimento do planeta, coisas que foram muito debatidas nos últimos anos, mas que, na verdade, não dá para concordar com quase nada.

Mas, enfim, estamos falando de lixo. Eu costumo dizer que existem coisas das quais a sociedade costuma se descartar. Pessoas falecidas: todos querem que o cemitério seja o mais longe possível de suas casas, consequentemente, da cidade. Lixo: ninguém quer que o lixo esteja próximo de onde mora. Presídio: ninguém concorda que os presídios estejam próximos das residências.

Mortos, os presos e o lixo são todos produtos da sociedade humana. Morrer é uma coisa natural, inevitável. Chegou a hora que tem que morrer, não há como pedir uma prorrogação de vida. Pois bem, aí vem o problema dos cemitérios superlotados, sem planejamento, buscando sempre novos espaços. Agora, com o advento da cremação é possível que os cemitérios tenham um refresco.    

     
Um grande problema para os municípios. (Foto: Tânia Rêgo/ABr)          

Presídios, eu já escrevi, não deveriam existir. Tem muita gente detida por coisas insignificantes, cuja pena deveria ser uma prestação de serviços à comunidade e que se encontra recolhida a um meio que só faz aumentar o seu potencial de criminalidade. E existem pessoas detidas que tem um grau de periculosidade elevado, mas que são pessoas portadoras de desvios comportamentais graves que não deveriam estar num presídio, mas numa clinica de recuperação.

E o lixo, que não é nada mais nada menos do que o resultado do consumismo humano numa sociedade que não tem uma regra muito clara de viver com equilíbrio. A gente costuma enterrar o lixo em aterros chamados de sanitários, mas se vocês puderem visitar um aterro sanitário verão que não tem nada de sanitário e constatarão que algumas pessoas tem que fazer ali o trabalho que milhares de outras deixam de fazer, separando lixo orgânico de papéis, vidros, plásticos e outros detritos, trabalhando num submundo quase igual ao da idade da pedra.

Para esses locais vai também o lixo hospitalar, o que primeiro deveria ser incinerado. Então, se puderem visitar um aterro sanitário concluirão todos que o prefeito tem razão, lixo tem que ser incinerado. Hoje existem tecnologias que podem evitar que o processo contribua para poluir a atmosfera e até porque não se sabe bem o que polui mais o planeta, se é a fumaça de resíduos incinerados ou essas montanhas de detritos apodrecendo aos poucos e infiltrando na terra, apesar das proteções, líquidos nocivos à saúde humana.

É um passo importante em direção à modernidade, o que o município de Caxias do Sul está pensando sobre o lixo. E nós temos uma empresa pública voltada para a limpeza da cidade que, no meu entender está plenamente capacitada a administrar uma tarefa como esta. E temos também diversos municípios na região que podem se associar a esse empreendimento, reduzindo custos para todos e deixando as cidades não só mais limpas, mas também mais sadias.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
* Texto publicado na pág. nº 05 do Jornal Gazeta de Caxias - Edição 987 - de 28/09 a 04/10 de 2013.

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24/09/2013

As suaves mentiras

O país sempre foi um país onde as pessoas preferem suaves e doces mentiras a verdades mais duras. Então, os candidatos a isto e aquilo já aprenderam. É melhor não falar a verdade inteira porque se falar a verdade perde os votos. E assim, numa escala ascendente temos mentiras em todos os níveis. A gente assiste, por exemplo, um belíssimo anúncio de um produto médico. Um comprimido para emagrecer, um antigripal, uma coisa qualquer. É informado isto e aquilo e mais aquele outro, as vantagens do medicamento e ao final, encerrado o anúncio, uma frase estampada no vídeo. “Ao menor sinal de reação o médico deve ser consultado”.

Se o médico deve ser consultado, então porque não consultá-lo logo. A liberdade de anúncio na mídia e a conseqüente liberdade comercial permitem que o anúncio seja veiculado, mas, aí vem a mentirinha: A nossa legislação, policiando o anúncio vai atrás dele como que dizendo: cuidado, nem tudo o que foi dito é verdade,  então, na dúvida consulte um médico. Cortina de fumaça diria um velho amigo meu.

Assim também acontece com as bebidas alcoólicas. Cervejas, por exemplo. Patrocinadoras de todos os grandes eventos esportivos e também outros eventos de massa. Foram brutalmente prejudicadas pela legislação de proibição de bebidas alcoólicas ao volante. Após o anúncio de uma bebida alcoólica aparece na tela um escrito e ouve-se uma voz “se for dirigir não beba”.

Há toda uma legislação sobre bebidas alcoólicas para quem conduz veículos. Aliás, abusiva no meu entendimento, principalmente para nós que vivemos numa região vinícola de grande tradição e que foi enormemente prejudicada com tais leis. E essa legislação acaba prejudicando a mídia, especialmente os grandes anunciantes de cervejas que têm menor público e também menor venda e então, menos anúncios, e até quando a mídia vai suportar isto.  Daí a razão da mentirinha: “se for dirigir não beba”.

                                                                                         
                                                                                          Educar para bem formar. (Foto: Agência Brasil).

Tem coisas que não se arruma com leis, mas só com escola. Não aprendemos ainda que tais coisas devam ser ensinadas na escola, na família e não através do Congresso Nacional. Matar uma pessoa com uma arma ou com um veículo é a mesma coisa. Não precisa ser policiado desta ou daquela forma. Quem vai dirigir deve estar consciente de que não pode se alcoolizar. É uma questão de formação.

Veículos com duzentos HPs para estradas, que não suportam tamanhas potências. Nesse caso, um anuncio dessa ordem deveria vir seguido da mensagem “em caso de dúvida O Pai do céu deve ser escutado”. Acho que ele diria: parem de mentir a vocês próprios.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
* Texto publicado na pág. nº 04 do Jornal Gazeta de Caxias - Edição 986 - de 21 a 27 de setembro de 2013.

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17/09/2013

Chega de trololó

Nos últimos dias, o Presidente da Câmara dos Deputados contou para a imprensa que o prédio da Câmara não possuia habite-se, ou seja, não tinha licenciamento público para ser utilizado. Será que o projeto foi aprovado? Projeto certamente tem, porque foi Oscar Niemeyer quem fez mas será que foi aprovado? O Plano Piloto do Distrito Federal é uma coisa cruel para a construção civil, mas claro, para a iniciativa privada não para o Poder Público, que agora vem dizer que o prédio que abriga o Congresso Nacional, não tem habite-se.
Aliás, se viermos verificar os prédios públicos de Caxias do Sul vamos constatar a mesma coisa. Unidades Básicas de Saúde, escolas, centros comunitários, quase nada foi aprovado, quase nada tem habite-se, quase nada tem nada.                                                    

                                                                                             
                                                                                              Câmara dos Deputados em Brasília. (Foto: Ag.Brasil)

Então você fica pensando, porque toda essa parafernália de leis para a iniciativa privada? Porque tantas exigências são feitas para a iniciativa privada que na verdade é quem gera empregos, quem realmente constrói a cidade. Na verdade o poder de policiar está nas mãos de quem não faz sequer a sua parte, mas se julga com o direito de fiscalizar os demais.

Este é o retrato do Poder Público no Brasil. Por isso que as pessoas ficam indignadas. Por ocasião das manifestações de rua algumas coisas foram pautadas pela mídia caolha, que quis dar a entender que por tais e tais motivos o povo estava descontente. Os reais motivos, entretanto, não apareceram. Não apareceram porque os reais motivos pegam até a própria mídia, que fala, fala, mas parece um crítico sem pernas que pretende ensinar os outros a correr.

Se alguém tem dúvida do que estou dizendo, peço que vá aprovar um projeto modesto na Prefeitura. Pode ser uma casa simples. Teremos então que ter a escritura registrada, projeto feito por um profissional técnico de arquitetura ou engenharia, projeto elétrico, projeto hidráulico, terá que abrir uma inscrição no INSS para fins de recolhimento das contribuições à previdência que, ao final serão calculadas e, enfim, vão originar mais pagamentos e tudo terá que estar muito bem pago e aprovado para que haja o dito cujo “habite-se” e então a construção poderá ser averbada sobre o terreno.

Isso tudo, após pagar uma série de encargos aqui, ali, acolá. Isso é feito com o cidadão comum, que sofre, trabalha, faz tudo com sacrifício e tem que tirar do bolso todos esses valores para ter tudo legalizado direitinho e, aí vem o Presidente da Câmara dos Deputados e diz que o prédio onde eles debatem e votam matérias de interesse nacional há mais de cinquenta anos, não possui “habite-se” e cá entre nós, não deve ter nem o projeto aprovado.

As exigências públicas são tantas, que o próprio poder público não consegue cumprí-las. Chega de trololó. O Amaranto diria “não adianta fingir de dor de dente” e baixava o facão no vivente. Essa é uma lei bem simples que todos compreendem.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
Texto publicado no Jornal Gazeta de Caxias 

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03/09/2013

Soldi fá soldi

O País busca intensamente o crescimento econômico, pois a população cresce em níveis superiores ao crescimento da economia. E o governo faz tudo o que é malabarismo para retomar o crescimento econômico, só não se dá conta que os principais entraves estão dentro dele mesmo. A questão ambiental, por exemplo. Hoje ninguém conseguiu me explicar de uma forma razoável, por que a necessidade de duas ou três licenças ambientais para o mesmo empreendimento. E também ninguém conseguiu me explicar a necessidade de tanto prazo para a concessão de tais licenças.
É preciso licenciar, então, sejamos sensatos e façamos a coisa pelo caminho mais fácil, ou seja, não vamos burocratizar cada vez mais uma operação que todos nós sabemos que já é bastante difícil. Porque os projetos “Minha casa Minha vida” tem facilidades de licenciamento? Não se poderiam aplicar a todos os demais projetos tais facilidades?
Nós temos o costume de achar que as coisas para pobres são mais urgentes. E são urgentes, mas não tão mais urgentes que as outras coisas como agricultura, instalação de uma indústria, construção de uma barragem, porque todos esses empreendimentos vão gerar comida, trabalho e energia também para pessoas pobres. Então é hora de acabar, primeiro, com essa demagogia que pobre tem preferência. Todos têm direito iguais.
Essas coisas foram criadas no País pela mídia. São idéias distorcidas dos reais direitos democráticos que pretendemos para todos e que foram difundidos em cima da Constituição de 88, uma peça, com já disse em outra oportunidade, cheia de erros, mas que foi aprovada na correria porque todos estavam cheios de receio do retorno à ditadura. A ânsia de fugir de uma ditadura nos jogou para dentro de outra ditadura, que é a Constituição de 88, prevista pelos parlamentaristas, mas que serve a um governo presidencialista que a todo o momento tem que recorrer a medidas provisórias e outros instrumentos mentirosos ou enganosos para suprir as necessidades urgentes de uma nação que caminha e não pode esperar por leis atrasadas como a sua própria constituição.
Essas mentiras que nós contamos a nós mesmos, leis erroneamente concebidas para agradar setores atrasados da vida social e econômica brasileira, agradar ambientalistas, agradar constitucionalistas, agradar poetas, são os entraves que estamos sofrendo. Coloca-se alguma palavrinha na lei para agradar ao corporativismo de alguém e, depois, essa palavrinha vai impedir que seja construída uma hidroelétrica, uma grande empresa ou uma grande lavoura.
Não existe povo desenvolvido sem crescimento econômico, ou como diz o veccio trivelin: soldi fá soldi e m... fá spussa.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
* Texto publicado na pág. nº 04 do Jornal Gazeta de Caxias - Edição 983 - de 31 a 06 de setembro de 2013.

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27/08/2013

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