Blog

23/12/2013

Missa de natal e final de ano

Na sexta-feira, dia 20 de dezembro, tendo como local a capela da Rodobrás, foi realizada a celebração de final de ano. A missa reuniu integrantes da direção, funcionários e colaboradores da empresa. Tradicional encontro de todos os anos, a celebração foi presidida pelo Padre Cláudio Pessoli. Durante sua homilia, o religioso fez questão de recordar a importância de agradecer e perdoar. "É importante agradecermos sempre pela saúde, pelas amizades e o encontro com alegria. Mas também é fundamental, perdoar. Através do perdão nos sentimos melhores e assim a vida tem um significado", completou o sacertote.

Após a celebração foi oferecido a todos os presente um coquetel comemorativo pela passagem do natal e final de ano no salão de festas da Rodobrás. O encontro contou com a animação do Grupo Girotondo de Caxias do Sul.


Pe. Cláudio Pessoli celebrou a missa e destacou a importâcia de agradecer e perdoar. (Fotos: Tales Giovani).



Capela lotada para a celebração.



Grupo caxiense Girotondo animou a festa de final de ano.


                                                                     

Visualizar comentários
17/12/2013

Um país de mentiras

Positivamente nós vivemos num país de mentiras. Fazemos leis enormes, leis para tudo o que é coisa, depois não é possível que tais leis sejam cumpridas e, então, começam as irregularidades, ou melhor, as ilegalidades. As empresas e as pessoas, para darem conta do dia a dia, que exige faturamento, exige receita, exige entrada de dinheiro, precisam passar por cima de certos preceitos legais, quase sempre vinculados ao poder público, para poder cumprirem os seus prazos.

Os prazos e as exigências para a iniciativa privada são diferentes daqueles que tem o poder público e as leis emanadas deste, sobre aqueles embora em alguns casos estabeleça prazos, na verdade não é cumprida por quem tem mais força que são os órgãos públicos. Daí começa um festival de ilegalidades. Até o governo federal tenta passar por cima do inferno que não pode ser cumprido. Por exemplo, os impostos para a pequena empresa. O tal de "Simples".

A adoção dessa fuga da lei para as pequenas empresas, no meu entendimento, é inconstitucional, porque a legislação tributária deveria ser igual para todos. Não que eu seja contra o beneficio para as pequenas empresas. Eu sou a favor do Simples para todas as empresas. Esta é uma das mentiras com as quais o país convive. Se a economia entra em colapso como ocorreu há meses atrás, o governo vem e isenta este ou aquele produto do pagamento de impostos para fortalecer economicamente quem está com dificuldades. Será que o pessoal do governo não entendeu ainda, que, seria muito mais importante cobrar menos impostos e ter uma arrecadação maior, com um número muito maior de contribuintes e pouca sonegação. Não compreendeu, então aplica essa mentira, retira o imposto por um tempo, depois volta com a mesma carga.

Há poucos meses houveram diversas prisões espetaculosas por questões ambientais na nossa região e no Estado. Prenderam empresários, técnicos e políticos. Depois, silêncio. Não se ouviu mais falar de nada. Dentre os presos certamente haviam pessoas culpadas, mas é quase certo que um ou outro não tinha nada a ver, mas foi preso, seu nome foi publicado e se é inocente, quem vai responder pelo dano que foi causado? Se houve algum erro, foi uma mentira, anunciada com espetaculosidade para promover alguma autoridade. Está certo isto?

Se há uma ilegalidade sendo cometida há também meios jurídicos de desencadear o respectivo processo para que a pessoa responda e seja até detida mediante a condenação. A pessoa pode até ser presa com o interesse de preservar as provas e etc, mas não é preciso que haja um espetáculo com convites para a imprensa e tudo o mais, porque se no meio daqueles todos houver um ou mais inocentes, será mais uma mentira. Este é o nosso país, cada qual fazendo-o de sua maneira, estabelecendo regras que não podem ser cumpridas, punindo os que não as cumprem e oferecendo espetáculos de cumprimento da lei que às vezes detonam com o conceito de uma pessoa inocente. Injustiças que vão se armazenando, igual à dinamite empilhada na prateleira da história. Cuidado, dinamite explode.

                                                                                       

Visualizar comentários
10/12/2013

Burocrata tem que ser demitido

Já escrevi numa outra oportunidade que o que tem atrapalhado o crescimento do país é o excesso de leis e a burocracia que o brasileiro tanto adora. Todos sabem perfeitamente disto. A presidente sabe, os deputados sabem, os ministros sabem, os vereadores e prefeitos sabem, mas... ninguém toma providência nenhuma.
Não é difícil desencadear soluções nesta área, ou seja, terminar com a burocracia.

Primeiro é preciso que as pessoas parem de pensar que os outros são desonestos e só nós que somos honestos. Todos nós somos um pouquinho desonestos. Um pouquinho, ou seja, não fazemos tudo extremamente correto, mas também não cometemos desatinos. Então, se não somos um país de loucos e perversos, já é o bastante. Façamos então, leis mais consonantes com o tipo de população que nós temos, ou seja, vamos nos deter às regras básicas, sem descer tanto a detalhes que inviabilizam a vida do brasileiro.
Se as coisas começarem a acontecer a partir das nossas Câmaras de Vereadores, é possível que o país vá mudando lentamente de baixo para cima até chegar a uma condição mais razoável. Mas se nunca ninguém fizer nada, nunca haverá mudança alguma.

Entretanto, o que eu tenho visto e toda a sociedade tem visto é acontecer exatamente ao contrário, ou seja, cada individuo que se elege, quer seja vereador, deputado estadual ou deputado federal, cada qual já pensa num projeto de lei estabelecendo coisas que são óbvias e que não tem necessidade de lei nenhuma, mas que, quando consagradas em lei, precisam tramitar segundo tais disposições e infernizam a vida das pessoas, atrasam o país e impedem que a economia se desenvolva. Os legisladores fariam uma grande coisa se limpassem as leis velhas que não se tem condições mais de cumprir. Tem coisas absurdas guardadas como leis. Precisam ser revistas, atualizadas ou revogadas, extintas, apagadas da vida da gente. Mas isto, ninguém faz. É puro trabalho e não dá muito voto. Mas é um ato de inteligência, de competência de um legislativo, eu diria.

                                                                           
                                                                            Burocrata, até onde?

Vou citar um exemplo que eu referi numa outra oportunidade: “desde quando eu era vereador havia uma legislação que proibia a venda de concessão de táxi, matéria sobre a qual eu propus um projeto de lei, que foi aprovado. Depois, numa outra legislatura, foi tudo alterado e voltou a ser proibida a venda da concessão. Agora a presidente propôs a extinção dessa exigência”. Fiquei contente em saber que eu estava certo há vinte e cinco anos atrás. Quem não tem visão de futuro não pode legislar e nem administrar. E burocrata tem que ser demitido, por questão de segurança nacional.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
Texto publicado no Jornal Gazeta de Caxias.

                                                                                    

Visualizar comentários
19/11/2013

Político não pode dividir poder

Conheço pessoas que teriam amplas condições de concorrer a cargos públicos executivos mas que não querem saber de forma nenhuma dessa possibilidade, pelos riscos que corre um homem público nos dias atuais. Existem ex-prefeitos com seus bens particulares ameaçados por processos iniciados no Tribunal de Contas, processos esses que tem origem em coisas que não se podem considerar uma desonestidade, mas um percurso administrativo diverso daquele entendido pelos auditores fiscais.

Essas divergências entre as auditorias fiscais e os governantes tem colocado com o pé nos tribunais centenas e talvez milhares de administradores públicos e a grande maioria,pessoas de bem, que nada fizeram de desonesto, mas que cometeram erros de contabilização ou de percorrer, como disse acima, caminhos diversos daqueles imaginados pelos que conferem o cumprimento da lei.

São desses detalhes que provam a questão de que os homens públicos não são honestos.

Eu particularmente defendo que as Câmaras de Vereadores é que devem aprovar, como aprovam, as contas do prefeito. Na verdade, fazem isto, mas antes da Câmara examinar as contas do prefeito, a prestação de contas é encaminhada ao Tribunal de Contas que faz uma auditoria em cima de tudo, ou seja, dá o seu parecer. Isto é muito bem feito para os políticos, porque são eles que permitem que se criem esses fantasmas de técnicos que ficam fuxicando aqueles que fazem vida pública, ganham grossos salários, tem tudo o que é regalia e alguns também roubam como foi o caso de um recente presidente do Tribunal de Contas que foi afastado debaixo das mais contundentes revelações.

Os políticos, em nome da demagogia de mostrar para a população, que são honestos e que vão cumprir com a lei fazem essas leis idiotas que dão poder a terceiros, pessoas que nunca botaram o seu nome em nenhum pleito eleitoral e que não sabem o que é ter a sua dignidade discutida publicamente, abalando mulher, filhos, parentes, todo o mundo. Quem quiser ter a autoridade de fiscalizar tem que concorrer. Tem que submeter o seu nome ao sufrágio público, na minha opinião.

Não eram políticos os que colocavam formol no leite. Nem aqueles que colocavam água oxigenada, eram povo, empresários, gente que vota e talvez até técnicos.

E essa gente ai fica falando mal de políticos.

Perguntaram-me porque que eu defendo a classe política nos meus escritos e eu respondi dizendo que eu sempre fiz política aqui na minha cidade e não tive o desprazer de conhecer nenhum colega desonesto, quer tenha sido do meu partido, quer tenha sido de outros partidos. E acho que nós todos deveríamos nos preocupar em ajudar a construir uma imagem decente da classe política, porque país que ficam sem políticos caminha a passos largos para uma ditadura.

Benditos sejam os anos em que tive a felicidade de participar da vida pública, porque tive a ocasião de conhecer um número enorme de pessoas decentes, preocupadas com o bem da coletividade, que perderam noites de sono, perderam a convivência com a família para garantir que os demais cidadãos tivessem a possibilidade de usufruir dias melhores.

Essas coisas que ficaram no passado não são lembradas, nem contadas, nem escritas na imprensa, porque a imprensa só gosta de contar o que é ruim. Mas elas fizeram e continuam fazendo muito bem à comunidade no trabalho silencioso de pessoas que fazem vida pública por amor à causa pública e à cidadania.

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
Texto publicado no Jornal Gazeta de Caxias.

Visualizar comentários
07/11/2013

Que será de nós?

Esta frase ouvi no decorrer desta semana da boca de um empresário num dos corredores da Prefeitura Municipal. Ele se referia a um determinado setor que está inteiramente paralisado. No poder público certos setores podem paralisar inteiramente nas mudanças de governo se não houver o cuidado de manter a pessoas que tem conhecimento.

Há setores no município que foram completamente esvaziados de pessoas conhecedoras do assunto e os que assumiram não conhecem, não tem experiência, não tem segurança e ficam à mercê de consultas a esse e àquele órgão e os processos começam então a passar por uma ciranda burocrática que não termina mais. É um vai e volta que não tem cabimento. Se faltar uma “vírgula”, vai de volta. Por ir de volta não tem nenhuma importância, ocorre que cada vez que volta para outro setor para confirmar a “vírgula”, entra na fila pela qual já havia passado e na qual ficou trinta, quarenta dias e daí começa tudo de novo.

Isso desespera qualquer um, que, minimamente tem que cumprir com seus prazos e com seus compromissos e para tanto depende daquela “vírgula”, vamos chamar assim. Este é o grande problema do poder público e do processo democrático. As mudanças que são benéficas do ponto de vista democrático e de renovação, às vezes, se constituem num problema para o efetivo funcionamento de alguns órgãos. As pessoas que vão para os cargos não estão habituadas àquele tipo de problema, não tem experiência e ficam ouvindo pareceres daqui e dali e batem de frente com o usuário, o contribuinte, que não tem tempo para aguardar por essas coisas.

Benedeti i vecci, diria o frei Samuel.   



Os velhos têm seu lugar garantido, hoje, no cenário empregatício nacional, por esses motivos. Ninguém quer perder tempo ensinando os que saem da escola e não tem a experiência da vida prática, porque isto custa dinheiro e custa também eficiência. Tempo é dinheiro. Um processo parado pode estar impedindo a criação de diversos empregos e então, senhores, imaginem pelo país afora quantas coisas paradas e quanta gente perdendo a oportunidade de trabalho.

Quando a Presidente aparece na televisão tentando explicar a falta de crescimento no país, eu na minha enorme ignorância fico pensando nessas coisas,que nem o presidente da república consegue desmanchar, porque afinal, seria tarefa de todos, a partir dos municípios, das prefeituras das pequenas cidades, de todos em geral. Se eu, governo, tenho o direito por lei de examinar o que os outros pretendem fazer, pelo menos tenho que ser competente de o fazer num prazo mínimo para que o meu cliente, que é quem me paga, possa ficar contente de ter submetido a mim o exame e a aprovação do seu trabalho, caso contrário ele pode resolver fazer o trabalho sem aprovação de quem quer que seja e aí vai ser bem pior.

Coloque os novos junto aos antigos, e deixe que os novos absorvam dos antigos a experiência no trato dos assuntos para que os usuários não fiquem em pânico como esse empresário, perguntando nos corredores “o que será de nós?”

Ovídio Deitos
Diretor-Fundador da Empresa Urbanizadora Rodobrás Ltda.
* Texto publicado na pág. nº 05 do Jornal Gazeta de Caxias - Edição 992 - de 02/10 a 08/11 de 2013.

                                                                                                     

Visualizar comentários